A reestruturação operacional do Grupo Casas Bahia resultou no encerramento das atividades de 298 lojas físicas em todo o Brasil e no desligamento em massa de funcionários na última semana. O corte repentino de aproximadamente 28,7% da rede da companhia provocou forte reação de entidades sindicais, que foram apanhadas de surpresa pelas notificações e pelo fechamento das portas.
Em Guarulhos, município que abriga unidades afetadas pelo encerramento das operações, o Sindicato dos Empregados no Comércio de Guarulhos e Região acionou seu departamento jurídico assim que tomou conhecimento das demissões. A entidade entrou em contato direto com a direção da empresa para exigir transparência e o cumprimento integral de todas as verbas rescisórias.
Em nota oficial, a diretoria do Sincomerciários reforçou o compromisso de acompanhar individualmente a situação de cada comerciário atingido. "Não vamos deixar os trabalhadores desamparados. Vamos acompanhar cada caso e exigir que todos os direitos dos trabalhadores demitidos sejam respeitados e pagos corretamente", afirmou o sindicato.
A entidade orienta que os funcionários das lojas atingidas no município de Guarulhos e nas cidades vizinhas, como Arujá, Itaquaquecetuba, Ferraz de Vasconcelos, Poá e Santa Isabel, procurem a sede ou as subsedes do Sincomerciários para receberem orientação jurídica e fiscalização do processo de homologação das rescisões contratuais.
A rede Casas Bahia ainda não detalhou a lista completa das filiais desativadas por estado. Segundo estimativas do setor, cerca de 600 trabalhadores foram demitidos e novos desligamentos estão em andamento, podendo impactar entre 1,9 mil e 3 mil colaboradores nacionalmente.