Dados do Caged: o comércio varejista brasileiro fechou 45,9 mil vagas com carteira assinada no primeiro semestre de 2026. Esse foi o pior resultado para um primeiro semestre desde a pandemia (2020), em contraste com o mercado de trabalho como um todo, com a criação de 921 mil empregos formais no mesmo período. As lojas de vestuário e acessórios foram as mais afetadas, com o fechamento de 30,9 mil postos de trabalho, concentrando mais de dois terços das perdas do varejo. O setor de calçados eliminou 11,3 mil vagas, enquanto supermercados e hipermercados registraram redução de 5,6 mil empregos. No comércio em geral, o saldo negativo foi de 3,5 mil vagas, parcialmente compensado pelo desempenho de atacadistas e empresas do setor automotivo.
FATORES
Economistas apontam uma combinação de fatores para explicar a deterioração do mercado de trabalho no varejo. Entre eles estão os juros elevados, o aumento do endividamento das famílias, o crescimento das apostas online e a transferência de parte do consumo para o comércio eletrônico. A taxa de juros (14%) também dificultam o acesso ao crédito e reduzem poder de compra.
CURTA
VIGÍLIA - Atenta aos desdobramentos da crise nas Casas Bahia, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), lançou “Comunicado Oficial”, cujo conteúdo foi tirado da reunião realizada com entidades sindicais comerciárias, quinta-feira, 20. O documento atualiza o andamento das medidas judiciais relacionadas às dispensas coletivas promovidas pela rede varejista.